O CredifilEmpréstimosCartão de CréditoCréditoFinanciamentoRefin.Consórcios

Crédito é saudável, sob medida - 27/02/2010

Todas as compras parceladas do cartão de crédito em conjunto com as contas rotineiras de água, luz, IPTU, material escolar e muitas outras podem se tornar uma armadilha para quem não se planejou


por Marco Henrique Torres

Passou o Carnaval e o ano realmente começou no Brasil. É no começo do ano também que muitas famílias brasileiras percebem que as compras de fim de ano se tornaram uma bola de neve. Todas as compras parceladas do cartão de crédito em conjunto com as contas rotineiras de água, luz, IPTU, material escolar e muitas outras podem se tornar uma armadilha para quem não se planejou. Os valores ficam pesados e em muitos casos a fatura do cartão de crédito acaba ficando de lado.

Segundo o Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), a inadimplência no setor de comércio e serviços ultrapassou 20% em 2011. Isto é, de cada 5 compras, uma não é paga, deixada para o próximo mês ou depois. Com o aumento do acesso ao crédito muitas famílias finalmente tiveram acesso ao consumo, parte positiva do crédito, no entanto outras que não se planejaram bem acabam entrando nas dívidas do cartão de crédito.

É usual: famílias consomem mais do que podem e depois não conseguem arcar com tudo, deixando o cartão de crédito para depois, o que os faz assumir juros de até 15% ao mês ou mais, uma verdadeira bola de neve. Apesar de parecer mais fácil, o crédito oferecido pelos cartões de crédito são os mais caros do mercado juntamente com o cheque especial. Ao optar por rolar a dívida do cartão de crédito, o consumidor sai perdendo e raramente procura alternativas. E elas existem.

Há algumas formas de evitar ou amenizar o peso das dívidas de cartão de crédito. Uma alternativa é para aqueles que têm conta bancária. O cliente que tem conta pode optar pela portabilidade da dívida, isto é, tomar um empréstimo no banco com juros mais baixos e pagar aquilo que deve ao cartão de crédito. Outra alternativa é procurar uma financeira, que geralmente oferece juros mais baixos que o cartão de crédito. Com um empréstimo pessoal o cliente pode alongar a dívida e diminuir o peso da dívida sobre sua renda mensal.

O cliente pode também negociar sua dívida com a própria empresa de cartão de crédito. Várias oferecem alongamento do prazo da dívida ou uma renegociação com juros mais baixos.


» Voltar

Outros Temas


Brasil